Osteoporose

Embora  seja reconhecida como uma doença que afeta principalmente as mulheres, a osteoporose  tem sido vista como um problema importante também nos homens.

Caracterizada por uma diminuição da massa óssea e um aumento na fragilidade óssea, aumentando significativamente o risco de fraturas.

Quem fratura mais: homens ou mulheres?

As fraturas costumam ser mais frequentes no sexo masculino durante a infância e adolescência, provavelmente porque a maioria dos meninos se arrisca mais em brincadeiras e “aventuras”.

Na meia idade, as mulheres ultrapassam os homens após entrarem na menopausa e perderem massa óssea rapidamente devido à falência dos ovários.

Já na senilidade, o risco aumenta em ambos os sexos, permanecendo mais alto nas mulheres.

Como o homem não apresenta a perda brusca vista nas mulheres, o risco cresce, mas ocorre cerca 10 anos mais tarde.

O osso é uma poupança que fazemos jovens para utilização na velhice

O nosso pico de massa óssea é atingido entre a segunda e terceira décadas (aproximadamente entre 20 e 30 anos) com o estímulo do estrogênio, da testosterona e do hormônio do crescimento (GH). Estes hormônios têm grande importância na formação de massa óssea tantos nos homens quanto nas mulheres.

Após a terceira década, não costumamos aumentar a densidade dos nossos ossos e com a diminuição dos níveis hormonais ao longo dos anos, começamos a perdê-la, lentamente, “gastando” aos poucos a poupança que fizemos.

Quais os tipos de osteoporose o homem pode ter?

Basicamente dividimos em dois grupos: osteoporose primária e secundária.

A primária geralmente é pela própria idade devido a uma perda lenta da massa óssea, geralmente após os 70 anos.

Em  40 a 60% dos casos, ela  é  secundária a alguma outra causa.

Fatores de risco para osteoporose em homens

?Idade superior a 70 anos

?Deficiência severa da vitamina D

?Alcoolismo

?Tabagismo

?Hipogonadismo (deficiência na produção de testosterona)

?Uso de medicações, como os corticóides

?Baixo peso

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico é feito quando há fraturas por fragilidade (fraturas por traumas mínimos) e/ou por exames de imagem.

O melhor exame para o diagnóstico é a densitometria óssea.

Como tratar

A decisão quanto ao tratamento vai depender da avaliação clínica, da investigação diagnóstica, da avaliação do risco de fratura e das medidas da densitometria óssea.

Mudanças no estilo de vida deverão ser orientadas:

Também pode ser necessária a prescrição de medicamentos e  suplementos (como cálcio e vitamina D) em alguns pacientes.

Mais uma vez, podemos perceber que um estilo de vida saudável previne e trata uma série de doenças!

Vamos cuidar de nós mesmos e dos nossos idosos!?

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