Você já saiu de uma consulta médica se sentindo pior do que quando entrou? Já ouviu que era “só fechar a boca”, que o inchaço nas pernas era “apenas gordura” ou que bastava ter mais força de vontade? Se você procura um endocrinologista com tratamento humanizado, provavelmente já carrega o cansaço de anos de dietas frustradas, de sintomas ignorados e de conselhos que soaram mais como julgamento do que como cuidado. Eu entendo essa dor de perto, e quero que você saiba: o seu sofrimento tem nome, tem explicação e, muitas vezes, tem tratamento.
Sou a Dra. Roberta Portugal (CRM/ES 13.643 | RQE 8807), endocrinologista, e há mais de 20 anos acompanho pessoas que chegaram até mim marcadas pelo descrédito. Neste texto, quero explicar como funciona um atendimento que coloca você no centro, respeita a sua história e usa a ciência a favor da sua qualidade de vida, sem terrorismo e sem culpa.
O que é um tratamento humanizado em endocrinologia?
Tratamento humanizado não é um conceito abstrato nem um selo de marketing. Na prática clínica, significa olhar para a pessoa por inteiro, e não apenas para um número na balança ou um exame de sangue isolado. Como endocrinologista, minha função é investigar o funcionamento do seu metabolismo, dos seus hormônios e das suas glândulas. Contudo, faço isso considerando quem você é, como dorme, como se alimenta, como lida com o estresse e quais são as suas rotinas e prazeres.
Por isso, minhas consultas duram cerca de uma hora. Esse tempo não é um luxo, é uma necessidade. É impossível compreender a raiz de um problema de peso, de uma dor crônica nas pernas ou de um distúrbio hormonal em dez minutos de conversa apressada. Eu preciso ouvir a sua trajetória, entender as tentativas anteriores e descobrir o que faz sentido para o seu dia a dia.
Utilizo ferramentas da medicina do estilo de vida no meu atendimento, o que me permite construir metas reais e factíveis com você. Tenho certificação internacional pelo International Board of Lifestyle Medicine (IBLM), obtida após formação em Harvard, e também pós-graduação em nutrologia. Todo esse conhecimento serve a um único propósito: unir a ciência da endocrinologia a mudanças de hábitos sustentáveis, respeitando o seu ritmo.
Por que tantos pacientes se sentem julgados no consultório?
A cultura de associar valor moral ao peso corporal ainda é comum, inclusive dentro da medicina. Muitas pessoas que me procuram relatam que foram tratadas com frieza, receberam conselhos genéricos e saíram com a sensação de que a culpa era exclusivamente delas. Essa experiência gera algo perigoso: o afastamento dos cuidados de saúde. Quem se sente julgado tende a evitar novas consultas, o que agrava comorbidades como diabetes tipo 2, dislipidemia e hipertensão.
A obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial, como reconhecem a Organização Mundial da Saúde e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO). Envolve genética, ambiente, hormônios, sono, emoções e uma série de fatores que vão muito além da simples equação entre comer e se exercitar. Reduzir tudo à força de vontade é, além de injusto, cientificamente incorreto.
No meu consultório, você não vai encontrar terrorismo nutricional nem promessas de emagrecimento milagroso. Vai encontrar uma médica parceira, que valida os seus sintomas, reconhece as suas tentativas anteriores e caminha ao seu lado para construir resultados que se sustentem no longo prazo.
Como funciona o tratamento para lipedema com quem entende de verdade?
Poucas condições geram tanta frustração quanto o lipedema. É uma doença crônica que afeta predominantemente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente nas pernas e nos braços, acompanhado de dor, sensação de peso, inchaço e hematomas que surgem com facilidade. Durante anos, muitas pacientes ouviram que aquilo era apenas excesso de gordura ou falta de cuidado, e essa desinformação atrasou diagnósticos e tratamentos.
Preciso esclarecer um ponto importante: o lipedema não é uma doença do tecido adiposo, e sim do tecido conjuntivo, no qual o tecido adiposo é um dos principais acometidos. Não se trata apenas de um maior número de células de gordura. Existe mais inflamação, mais fibrose, mais flacidez, maior frouxidão ligamentar e um risco aumentado de complicações ortopédicas. Compreender essa diferença muda completamente a forma de tratar.
A dor é o sintoma mais comum, presente em cerca de 86% das pacientes. Isso significa que existe lipedema sem dor em aproximadamente 14% dos casos, e a ausência de dor não exclui o diagnóstico. Por outro lado, é fundamental que existam sintomas: uma distribuição de gordura desproporcional, isolada e sem qualquer sintoma, não configura lipedema.
Falo sobre o lipedema não apenas do ponto de vista científico, mas também pessoal. Eu sou portadora de lipedema. Conheço a frustração de tentar comprar calças que servem na cintura mas não fecham nas coxas, de sentir dor ao final do dia e de já ter sido mal compreendida. Transformei essa vivência no meu propósito de cuidar de outras mulheres, com acolhimento e conhecimento técnico.
Não existe tratamento mágico, mas existe um bom caminho
Quero ser honesta com você: não existe um tratamento mágico nem um único recurso altamente eficaz para o lipedema. O que existe são muitas pequenas intervenções que, somadas, podem trazer um resultado muito bom. Justamente por isso, o acompanhamento com alguém que tenha experiência na área faz tanta diferença, pois permite escolher, entre as opções disponíveis, aquelas que fazem sentido para cada paciente.
Entre essas intervenções, o exercício físico é fundamental. Ele deve ter controle de intensidade e de volume, respeitar a adaptação individual e evitar o alto impacto. Atividades na água são excelentes, mas definitivamente não são as únicas recomendadas. Musculação, pilates, bicicleta, yoga e caminhadas também são ótimas opções. A alimentação com foco anti-inflamatório, reduzindo ultraprocessados, álcool, excessos de sal, açúcar e gorduras, complementa o cuidado, sempre sem restrições absurdas.
Para o diagnóstico, normalmente solicito apenas ultrassom ou densitometria, além de uma avaliação clínica cuidadosa. Vale destacar que médicos vasculares, cirurgiões plásticos e endocrinologistas podem diagnosticar o lipedema, desde que tenham real experiência com a doença. O que faz a diferença não é apenas a especialidade, mas o conhecimento aprofundado sobre a condição.
Lipedema é a mesma coisa que obesidade?
Não. Lipedema e obesidade são doenças diferentes, e uma não se transforma na outra. No entanto, é extremamente frequente que coexistam. O acúmulo de gordura do lipedema e os sintomas associados, como dor e peso nas pernas, podem levar a deformidades e a maior sedentarismo, fatores que favorecem o ganho de peso. Ou seja, são condições distintas que muitas vezes andam juntas.
Do ponto de vista metabólico, o risco tende a ser menor no lipedema isolado do que na obesidade. Porém, quando há obesidade associada, o risco metabólico passa a ser o da obesidade, com todas as suas implicações. Por isso, avaliar cada caso individualmente é indispensável.
Outro mito importante de desfazer é o de que o lipedema é uma condição exclusiva de mulheres com obesidade. Mulheres magras também podem ter lipedema e, muitas vezes, são bastante sintomáticas. O ganho de peso não é uma condição necessária para o diagnóstico. Já em homens, o lipedema é extremamente raro; trata-se de uma condição predominantemente feminina e, quando ocorre no sexo masculino, geralmente está associada a problemas hormonais ou a outras patologias.
O plano de saúde cobre o tratamento do lipedema?
Essa é uma dúvida muito frequente. Ainda existe alguma dificuldade na cobertura pelos planos de saúde. O código de classificação que temos para o lipedema é o CID-11, que ainda não está sendo utilizado na prática clínica e deve começar a ser adotado a partir de 2027. Quando isso acontecer, a tendência é que o processo fique mais simples.
Por enquanto, algumas pacientes ainda enfrentam obstáculos. De maneira geral, porém, consultas, exames solicitados e alguns tratamentos podem sim ser cobertos. A fisioterapia, em determinados casos, também consegue cobertura. Em algumas situações, são necessários laudos e relatórios detalhados para que a paciente obtenha uma cobertura específica, e faço questão de fornecer essa documentação sempre que indicado.
É possível emagrecer sem dietas malucas e sem efeito sanfona?
Sim, e essa costuma ser a maior surpresa para quem chega até mim exausta de tentativas. Se você já passou por dezenas de dietas restritivas que geraram reganho de peso, saiba que o problema não é a sua disciplina. Dietas muito restritivas tendem ao fracasso a longo prazo, porque não são sustentáveis e não tratam a raiz da questão.
Como endocrinologista, investigo o que está por trás da dificuldade de emagrecer: alterações hormonais, resistência à insulina, qualidade do sono, níveis de estresse, uso de medicações e o padrão alimentar como um todo. A partir daí, construo um plano estruturado, que pode incluir mudanças de hábitos e, quando bem indicada, medicação segura e apropriada para o seu caso.
O foco está em metas de ação concretas, não em proibições impossíveis de manter. Coloco você como protagonista do processo, porque as decisões precisam caber na sua vida real. É essa combinação de ciência e acolhimento que ajuda a interromper o ciclo do efeito sanfona e a alcançar um emagrecimento sustentável.
Como funciona o acompanhamento por telemedicina?
Atendo presencialmente em Vitória, no Espírito Santo, e também tenho forte atuação por telemedicina, o que me permite acompanhar pacientes em todo o Brasil e no exterior. A distância não é um obstáculo para um cuidado próximo e de qualidade.
Nas consultas presenciais, utilizo equipamento de bioimpedância para avaliar a composição corporal de forma detalhada. Já nos atendimentos a distância, utilizamos aplicativos, fotos e medidas para estimar a composição corporal e garantir parâmetros objetivos mesmo sem o contato presencial. Dessa forma, o rigor técnico se mantém em ambas as modalidades.
Meus programas de acompanhamento oferecem contato próximo e contínuo, porque a mudança de hábitos e o controle de doenças crônicas não acontecem em uma única consulta. É o suporte ao longo do tempo que sustenta os resultados e que faz você se sentir amparada em cada etapa.
Que outras condições eu trato como endocrinologista?
Além do lipedema e da obesidade, cuido de uma ampla gama de questões hormonais e metabólicas. Atendo mulheres na menopausa em busca de equilíbrio hormonal e melhor qualidade de vida, pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP) e pessoas com distúrbios da tireoide, como hipotireoidismo e tireoidite de Hashimoto.
Também acompanho pacientes com diabetes tipo 2 e dislipidemia, sempre integrando a medicação necessária às ferramentas da medicina do estilo de vida. Além disso, com minha titulação em endocrinologia pediátrica (RQE 8808), atendo crianças a partir dos 5 anos e adolescentes, com foco em obesidade infantil, alterações de crescimento, puberdade e doenças da tireoide. Nesse acompanhamento, a criança nunca é culpabilizada, e a família é orientada de forma segura e acolhedora.
Por que confiar neste conteúdo?
Este artigo foi elaborado com base em diretrizes e fontes científicas reconhecidas, garantindo informações seguras, éticas e atualizadas para o seu cuidado. Entre as bases utilizadas, destaco:
- Diretrizes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), referência nacional em endocrinologia.
- Orientações da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) sobre o manejo da obesidade como doença crônica.
- Recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do International Board of Lifestyle Medicine (IBLM) sobre mudanças de hábitos e saúde metabólica.
- Diretrizes internacionais sobre lipedema e literatura científica indexada em bases como PubMed e SciELO.
Todo o conteúdo foi produzido e revisado pela Dra. Roberta Portugal, endocrinologista com dupla titulação em Endocrinologia e Endocrinologia Pediátrica, além de titulação em Clínica Médica (CRM/ES 13.643 | RQE 8807 | RQE 8808 | RQE 8806), certificada internacionalmente pelo IBLM e com mais de 20 anos de experiência clínica.
Perguntas frequentes
Preciso emagrecer antes de tratar o lipedema?
Não. O tratamento do lipedema pode ser iniciado independentemente do peso, já que mulheres magras também podem apresentar a condição. Quando há obesidade associada, tratamos as duas questões de forma integrada, respeitando as particularidades de cada uma.
A consulta por telemedicina é tão eficaz quanto a presencial?
Sim, para grande parte das situações em endocrinologia. Utilizamos aplicativos, fotos e medidas para estimar a composição corporal e obter parâmetros objetivos mesmo a distância. Casos que exijam avaliação presencial são orientados de forma individualizada.
Todo lipedema causa dor?
Não. A dor está presente em cerca de 86% das pacientes, o que significa que existe lipedema sem dor em aproximadamente 14% dos casos. A ausência de dor não exclui o diagnóstico, mas é preciso haver algum sintoma para que a condição seja caracterizada.
Homens podem ter lipedema?
É extremamente raro. O lipedema é uma condição predominantemente feminina. Quando ocorre em homens, geralmente está associado a problemas hormonais ou a outras patologias.
Quanto tempo dura a consulta?
As consultas duram cerca de uma hora. Esse tempo é dedicado a uma anamnese completa, que inclui a avaliação do seu estilo de vida, para que o tratamento seja verdadeiramente personalizado.
Vamos dar o primeiro passo juntas?
Você não precisa continuar carregando a frustração de não ser ouvida nem a culpa de tratamentos que não funcionaram. Um cuidado responsável, sem julgamentos e com base científica sólida pode transformar a sua relação com o seu corpo e com a sua saúde. Com o tratamento adequado, muitas vezes é possível reduzir a dor, controlar doenças crônicas e recuperar a qualidade de vida.
Se você deseja um acompanhamento próximo, ético e realmente humano, agende sua consulta comigo, presencialmente em Vitória ou por telemedicina. Conheça meus programas de acompanhamento e saiba mais pelo meu site oficial. Será uma honra caminhar ao seu lado nessa jornada.


